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Conheça espécies de pets que não precisam de vacina

Coelhos, répteis, aves e pequenos roedores não precisam de vacinação no Brasil por ausência de imunizantes homologados, mas exigem acompanhamento veterinário regular
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Por Redação
26/12/2025 |
14h04

Quando o assunto é vacinação em pets, cães e gatos costumam ser o foco das preocupações. No entanto, tutores de pets silvestres e exóticos ainda têm dúvidas sobre os cuidados necessários com essas espécies menos convencionais. Será que coelhos, répteis ou porquinhos-da-índia também precisam ser vacinados?

Segundo o médico veterinário Evandro Canelo, especializado em medicina de animais silvestres da Vet Sauvage, em Uberlândia, essas espécies não exigem vacinação no Brasil, por uma questão tanto biológica quanto regulatória.

“Porquinhos-da-índia, chinchilas, hamsters, gerbils, ratos, coelhos, camundongos, répteis e peixes ornamentais não possuem vacinas homologadas no país. Já os ferrets (furões), cães e gatos, esses sim precisam ser vacinados”, explica o profissional.

Confira tabela quadro abaixo:

Tipo de pet Precisa de vacinas? Tipo de vacina
Ferret (furão) Sim Raiva, cinomose
Porquinho-da-índia Não
Peixes ornamentais Não
Cães Sim V8/V10 (vírus da cinomose, parvovirose, hepatite canina etc.), raiva
Gatos Sim V3/V4 (vírus da panleucopenia, rinotraqueíte, calicivirose), raiva, leucemia felina (opcional)
Coelhos Não
Aves domésticas (como periquitos, canários etc.) Não

Embora algumas espécies de pets não possuam vacinas amplamente disponíveis no Brasil, há avanços significativos em pesquisas para o desenvolvimento de imunizações específicas. Um exemplo notável é a parceria entre a Associação Científica Brasileira de Cunicultura (ACBC), a farmacêutica Belcher Pharmaceuticals do Brasil, o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a Universidade Estadual de Maringá (UEM). Em agosto de 2024, essas instituições assinaram um acordo para o desenvolvimento e importação de vacinas contra mixomatose e doença hemorrágica viral dos coelhos (RHDV2), doenças virais de alta mortalidade que afetam coelhos. Embora essas vacinas ainda não estejam homologadas no Brasil, a parceria sinaliza avanços promissores para a saúde cunícola no país.

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Para aves, especialmente psitacídeos como periquitos e calopsitas, existem vacinas disponíveis internacionalmente. No entanto, no Brasil, a vacinação para estas espécies não está disponível. 

Mesmo diante da ausência de vacinas específicas, os cuidados com esses pets não devem ser negligenciados. De acordo com Evandro, o risco de doenças infecciosas e zoonóticas permanece, o que torna essencial o acompanhamento veterinário regular para garantir a saúde do animal e a segurança do ambiente em que vive. Além disso, manter o espaço limpo e adequado às necessidades biológicas de cada espécie é fundamental para seu bem-estar e longevidade.

Diante de um cenário de constante evolução, ao adquirir um pet não convencional, é importante estar atento às possíveis modificações na regulamentação e à inclusão de novas vacinas homologadas no país. A legislação sanitária sofre atualizações frequentes, e estar bem informado é parte da responsabilidade dos criadores e veterinários. Para informações atualizadas sobre vacinas autorizadas, consulte os canais oficiais da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), órgãos responsáveis pela regulamentação de produtos veterinários no Brasil.

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